O zagueiro Aubrey Modiba se juntou ao coro de vozes que defendem a continuidade de Hugo Broos à frente do Bafana Bafana, após a eliminação da África do Sul da Copa do Mundo. O lateral, que completou 50 jogos pela seleção nacional na vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul, foi direto ao ponto na zona mista: espera que o técnico belga não abandone o cargo.
A saída dramática da Copa do Mundo no domingo quase certamente encerra o ciclo de Broos, de 74 anos, embora o treinador tenha deixado uma brecha para uma eventual mudança de posição, apesar de declarações anteriores sobre a aposentadoria. Para os fãs que acompanham de perto o futebol africano e querem se manter por dentro das novidades - assim como jogar na SapphireBet enquanto seguem os próximos passos da seleção sul-africana - a definição do futuro técnico do Bafana será um dos capítulos mais importantes da temporada. A Associação Sul-Africana de Futebol (SAFA) já confirmou que está avaliando mais de 80 candidaturas para o posto.
As palavras de Modiba e o legado de Broos
"Espero que ele fique. Esse aí, sim, espero que ele fique", disse Modiba aos jornalistas. "Ele ainda tem negócio inacabado com a CAN [Copa Africana de Nações]. Antes, não nos classificávamos com regularidade para torneios grandes. Acho que ele mudou isso. A mentalidade dos jogadores, a forma como encaramos os jogos. Porque agora não tememos ninguém, independentemente dos grandes nomes. Acreditamos plenamente em nós mesmos e acreditamos que podemos competir com qualquer equipe do planeta."
As palavras de Modiba carregam peso concreto: 39 das suas 50 aparições com a camisa da seleção foram sob o comando de Broos. O defensor de 30 anos tornou-se peça fundamental tanto no Bafana quanto no Mamelodi Sundowns, e sua trajetória reflete bem o processo de consolidação promovido pelo treinador belga desde que assumiu o cargo. Broos transformou a seleção sul-africana em um grupo coeso, capaz de competir em alto nível com regularidade - algo que não era evidente nos ciclos anteriores.
Futuro incerto e os desafios da SAFA
A SAFA agora enfrenta uma decisão delicada. Com mais de 80 candidatos no processo seletivo, a federação precisa equilibrar a necessidade de dar continuidade ao trabalho iniciado por Broos com a possibilidade de um novo impulso sob uma liderança diferente. A janela de tempo é estreita: o Bafana inicia as eliminatórias para a CAN 2027 em setembro, inserido no Grupo D ao lado dos co-anfitriões do Quênia, Guiné e Eritreia.
O calendário não perdoa. Uma transição mal gerida pode comprometer justamente o ativo mais valioso que Broos deixa como legado: a mentalidade vencedora que Modiba descreve com tanta convicção. Seja qual for o nome escolhido, o próximo comandante do Bafana herdará um grupo com autoestima elevada, experiência recente em Copa do Mundo e uma geração que já demonstrou não ter complexo de inferioridade diante de adversários de maior renome.